terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cantinas e xerox da UEM estão irregulares

As cantinas e os pontos de xerox do câmpus sede da Universidade Estadual de Maringá (UEM) estão funcionando de maneira irregular. Os empresários que operam nos pontos não passaram por licitação para ocupação de espaços públicos. Esse modo de funcionamento vem desde os anos 80, quando a administração da universidade cedeu os pontos às entidades estudantis, que os alugam como forma de financiamento.
Neste ano, a reitoria da UEM começou a discutir a possibilidade de licitação de uma nova cantina, anexa ao Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), que abriria um modelo para regularização das outras cantinas e dos pontos de xerox.
O Diretório Central dos Estudantes (DCE) se opôs ao modo como a discussão vinha sendo conduzida, por entender que poderia se acabar o único modo de financiamento das entidades estudantis da UEM. Desde então, o assunto continua a ser debatido pelas conselhos superiores da universidade.
Rafael Silva
O DCE, por exemplo, receba R$ 5,5 mil
mensais de três cantinas e dois pontos
de xerox do câmpus sede
A posição do DCE gerou comentários em blogs e redes sociais, com opiniões de que a ocupação da reitoria, encerrada na última sexta-feira, seria uma represália contra a posição da administração da UEM de fazer licitações e retirar uma fonte de lucro para o DCE.
Os comentários ainda apontavam contradição entre a luta por melhorias no Restaurante Universitário (RU) e os preços acima do valor médio praticados pelas cantinas e pontos de xerox da UEM.

Posição
O membro do DCE Bartolomeu Parreira Nascimento afirma que reduzir o movimento de ocupação a uma represália é uma simplificação "absurda". Ele diz que a entidade não é contra a licitação dos pontos, mas cobra que ela seja feita de modo a garantir a continuidade da autonomia das entidades representativas dos estudantes. "Imagina, para nós a regularização seria um grande benefício", afirma.
Segundo Nascimento, não se pode fazer relação entre os preços cobrados nos pontos e a renda do DCE, pois a entidade apenas recebe aluguel pela ocupação dos espaços, independendo do lucro dos empresários. "Tanto é que uma de nossas bandeiras foi a redução do preço do xerox", diz o estudante.
Nascimento afirma que a renda mensal do DCE gira em torno de R$ 5,5 mil por mês, vinda do aluguel das três cantinas da UEM e de dois pontos de xerox. Os demais estabelecimentos de xerox são alugados por Centros Acadêmicos de diversos cursos.
"Isso não é mordomia nenhuma, é a única forma de financiar o movimento estudantil, de trazer ônibus dos outros campi, de fazermos panfletos", diz.
O DCE da UEM tem a política de não cobrar por entradas em eventos que promove. Segundo Nascimento, historicamente as entidades estudantis universitárias são financiadas ou pelo aluguel de espaços ou pela venda de bebidas. "E nós não estamos pedindo para vender álcool, como na USP, por exemplo", diz.

Administração
A reitoria da UEM afirma que não se pronunciará sobre o assunto até que o assunto seja debatido no Conselho de Administração da instituição.
Leia amanhâ
Dentro da série de reportagens de O Diário sobre a estrutura da UEM, confira o checklist das instalações do câmpus de Maringá. Leia, ainda nesta semana, a repercussão junto aos deputados estaduais da cidade

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